A última fase: Estoicismo romano
A última fase do estoicismo é a que conta com maior documentação registrada, ou seja, possui mais documentos que relatam essa época do estoicismo, assim permitindo que haja maior compreensão sobre os acontecimentos daquela época.
De vertente latina, o estoicismo tem sua origem na visita diplomática de 155 a.C. Lúcio Aneu Séneca é o principal pensador estoico romano dessa época, por exemplo enfatizando em seus escritos a falsidade da resposta emocional aos fatos cotidianos. Lúcio entende a mente humana como uma unidade racional, propôs que essas respostas seriam falhas de raciocínio. Podemos encontrar esses relatos nos livros: Sobre a brevidade da vida; Sobre a ira; Sobre a tranquilidade da alma.
Outro nome importantíssimo nessa época foi Epicteto, nascido em 55 d.C. havia sido escravo e teria ganho a liberdade ao resistir as amaeças do senhor. Esse relato aqui é importante, pois deixa claro um exemplo prático de autarquia ( Conceito de ter noção de domínio de si perante as perturbações da vida ). Seus livros foram escritos por Lúcio, um muito famoso: Encheiridion de Epicteto.
Marco Aurélio foi também um importante nome nessa época do estoicismo, ele adiquire conhecimento como filósofo e governante, e seu contato com o estoicismo tem ligação com seu tutor Júnio Rústico.
Bom esses são os 3 nomes mais importantes do estoicismo romano, alguns conceitos foram bastante enfatizados nas escrituras de Epicteto, Marco aurélio em suas meditações, são eles os clássicos:
- Virtude: É o bem supremo e o único caminho para a felicidade ( Eudaimonia ). Está relacionada ao autoconhecimento e a melhora de si mesmo.
- Logos: Razão ou ordem que permeia e organiza o universo, expressando o conceito de viver em harmonia com a ordem natural das coisas.
- Apatheia: Controle emocional e o conceito de distinguir aquilo que não está sob nosso controle e focar naquilo que podemos controlar.
- Amor fati: É aceitação do destino, reconhecendo que tudo faz parte de um plano maior.
Conceitos extras do estoicismo
- Virtude: Como único bem verdadeiro. Tudo mais, como riquezas, saúde e fama são indiferentes. A virtude é alcançada com sabedoria e justiça.
- Natureza humana e razão: A natureza do ser humano é o racional. A razão é o que nos diferencia dos animais e permite nós vivermos em harmonia com o universo. Então viver de acordo com o universo, é viver de acordo com a razão.
- A aceitação da morte: A morte é vista como um evento natural que não se pode evitar. Os estoicos pregam que não podemos temer a morte, mas aceitá-la por fazer parte do ciclo natural.
- A prática da meditação e Reflexão: A meditação e a reflexão são práticas importantes para os estoicos. Através desses 2 métodos, os estoicos buscam se autoexaminar em suas ações e pensamentos, garantindo o seu alinhamento com a virtude e a razão.
- A relação com os outros: Se relacionar com outras pessoas, para os estoicos a explicação é que estamos todos dentro da mesma comunidade universal, governada pela mesma razão. E denovo reforça que devemos tratar os outros com justiça e compaixão.
- A importância da ação correta: Katorthoma, ou ação correta é aquela que está de acordo com a virtude e a razão, usando da meditação e reflexão para examinares se suas ações estão de acordo com a virtude e razão.
- A prática da gratidão: A gratidão é uma prática importante para os estoicos, ela se resume em reconhecer e apreciar algo que temos ou recebemos, podemos plantar uma atitude de contentamento e inibir o desejo de sempre querer mais e mais.